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Mostrando postagens de junho, 2025

Curto-Circuito 73: Os Impasses da Liberalização do Mercado Elétrico

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O impasse em torno da liberalização do mercado elétrico é mais uma face dos impasses da transição energética brasileira. Em função disso, é necessário analisar os impasses e conflitos em torno dessa liberalização no contexto dos equívocos e desvios da política de transição brasileira. Esse é o tema desse Curto-Circuito 73. O programa é apresentado por Ronaldo Bicalho, pesquisador do IE-UFRJ.

Transcrição de áudio - Curto-Circuito 73: Os impasses da Liberalização do Mercado Elétrico

0:19 Meus amigos e minhas amigas bem-vindos a todos e a todas ao Curto-Circuito. Eu sou Ronaldo Bicalho. E esse é um programa do grupo de economia da energia do instituto de economia da UFRJ, que discute as grandes questões do setor elétrico aqui e no mundo. Dando prosseguimento a série de programas sobre os impasses do setor elétrico brasileiro, hoje eu gostaria de conversar com vocês sobre a liberalização do mercado elétrico no Brasil.

A modernização do setor elétrico brasileiro (*)

Ronaldo Bicalho (**) Um setor elétrico pode escolher ser mais ou menos moderno, mas ele não pode deixar de ser contemporâneo e ignorar sua circunstância. Ele precisa responder às questões colocadas pelo seu tempo e lugar. A agenda real do setor elétrico no mundo hoje é definida a partir da transição energética, fruto da urgência do enfrentamento da crise climática. No caso desse setor específico, essa transição é sinônimo de descarbonização da matriz de geração de eletricidade, implicando em mudança radical da sua base de recursos naturais, com a retirada do seu pilar tradicional, que são os combustíveis fósseis.

Curto-Circuito 72: Os Impasses da Geração Solar Distribuída

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O impasse em torno da geração solar distribuída é mais uma face dos impasses da transição energética brasileira. Em função disso, é necessário analisar os impasses e conflitos em torno dessa geração distribuída no contexto dos equívocos e desvios da política de transição brasileira. Esse é o tema desse Curto-Circuito 72. O programa é apresentado por Ronaldo Bicalho, pesquisador do IE-UFRJ.

Transcrição de áudio - Curto-Circuito 72: Os impasses da Geração Solar Distribuída

 0:18 Meus amigos e minhas amigas bem-vindos a todos e a todas ao Curto-Circuito. Eu sou Ronaldo Bicalho e esse é um programa do grupo de economia da energia do Instituto de economia da UFRJ que discute as grandes questões do setor elétrico aqui no mundo. Dando prosseguimento a série de programas sobre os impasses do setor elétrico brasileiro. 0:40 Hoje eu gostaria de conversar com vocês sobre a geração distribuída. O embate em torno desse tipo de geração renovável caracteriza um dos grandes impasses do setor elétrico brasileiro na atualidade. Das tecnologias renováveis, a energia solar fotovoltaica na forma de geração distribuída é, sem dúvida, a mais disruptiva.

Distribuidoras Versus Geração Distribuída: o Problema é Político (*)

Ronaldo Bicalho (**) A proposta de ajuste regulatório envolvendo a retirada de incentivos à micro e minigeração distribuída, principalmente de energia solar, aumentou a tensão no interior do mercado elétrico. Esse aumento do conflito entre os interesses dos diversos agentes presentes no mercado é natural em um processo de transformação radical, como aquele que marca a transição elétrica na qual, querendo-se ou não, o setor elétrico vive aqui e no mundo. O jogo de lobbies confrontando distribuidoras e o setor de energia solar fotovoltaica explicita a importância do Estado na gestão dos conflitos e na arbitragem de quem fica com os custos da transição. Aqui, a necessidade da coordenação para fazer face à complexidade inerente ao setor surge de forma pedagógica. Necessidade que muitos atualmente fazem questão de subestimar, ou pior, esconder.